
FOCA NA PESQUISA

FOCA NA PESQUISA
DE VÍDEOS E IMAGENS
SOBRE NÓS
Minha paixão por imagens surgiu nos anos 90 em que me via debruçada sobre Atlas Geográficos, Barsa, enciclopédias, Almanaque Abril, etc, buscando referências e conteúdo para as campanhas publicitárias e livros escolares.
Não existia a internet para a pesquisa, nenhum programa que buscasse pelos assuntos em segundos. Era a pesquisa didática, com leitura demorada, com interesse, esforço, curiosidade e principalmente com a conferência dos fatos verdadeiros.
Era uma viagem ao redor do mundo em 80 milhões de páginas...
Pautas editoriais de História, Arte, Geografia, Física, Química, Biologia, Inglês, Literatura.
Briefings com o lay-out feito de fotos recortadas de revistas e jornais.
Roughs enviados via fax (aquele preto e branco) para identificar uma foto tipo sombra (aquela imagem carvão), toda vez que o diretor de arte perdia a página do catálogo de fotos que ele escaneava.
O Office-boy com a responsabilidade de trazer a Arte Final apresentada em past-par-tour até o pesquisador, e este olhar e separar as imagens de acordo com o lay-out. A espera do boy sentado na cadeira da recepção ouvindo seu walkman até a devolução, levando junto os slides 35mm e cromos 4x5, com a “pesquisa" de fotos ou a fita VHS dentro de um envelope confidencial.
Depois foi tudo digitalizado, inclusive os vídeos.
Antes da virada do século a fotografia digital e o avanço da internet fizeram a palavra “urgente” a mais falada nos projetos. O cliente quando ligava não falava Alô, falava Urgente!
O urgente que antes poderia ser até 1 dia, virou 10 minutos: “Você precisa achar essa foto em 10 minutos para entregar na gráfica”. Perdia-se o número, o link, o arquivo digital da foto em baixa.
Lembro-me que na sala de pesquisa de vídeos o diretor do filme aparecia pessoalmente, afundava num sofá em frente ao monitor de pesquisa, café e cigarro em punho, e o único som da sala era o ‘play-pause-rec’, com semblante concentrado, olhinhos viajando pelas imagens e fumacinha saindo da cabeça com idéias mil pulando para um papel em que o assistente anotava. Às vezes o comercial saía daquela sala já pronto!
E quantas pesquisas fizemos em uma noite, e no dia seguinte já estava no ar.
A satisfação desse trabalho de complementar uma obra artística, era publicado na revista/jornal ou veiculado na TV, e alguns até premiados com os maiores títulos da Comunicação.
Selma Nagano - Pesquiadora